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Eleições aquecerão mercado gráfico Imprimir E-mail
Sáb, 17 de Janeiro de 2009 16:10

MERCADO GRÁFICO

As eleições estaduais e federais são um dos melhores períodos para o pequeno empresário ganhar dinheiro. Os donos e administradores das gráficas, por exemplo, estimam um aquecimento que pode chegar a mais de 100% na economia desse setor teresinense só nos dois primeiros meses de campanha, comparado com igual período do ano passado, quando não houve pleito. A eleição acontece em 1º de outubro e o segundo turno, se acontecer, em 3 de novembro.O percentual é realmente empolgante. Apesar dos partidos garantirem que a campanha deste ano será pautada muito mais pela criatividade do que pelo dinheiro, os santinhos, cartazes, outdoors e até bonés de papel irão estar em todos os cantos do Estado.

É só analisar as expectativas. Diferente de outros tempos, este setor específico de produção vai se beneficiar com a corrida eleitoral. E não poderia ser diferente. Excluindo-se as produtoras de mídias audiovisuais (televisão e rádio), o setor gráfico é fornecedor da maior parte do aparato publicitário que invade as mais variadas cidades de todas as campanhas. Embora o tempo de campanha tenha diminuído, o setor ainda aposta nos bons resultados. “O tempo diminuiu, logo as campanhas serão mais intensas. Já estamos recebendo encomendas e promovendo pacotes políticos promocionais que vai facilitar a vida de nossos clientes”, conta Madson Carvalho, gestor comercial da Gráfica e Editora Nova Expansão. Mesmo antes dos 90 dias de campanha, Carvalho conta que a equipe comercial da empresa, bem como o quadro de pessoal de produção aumenta. “O volume de trabalho vai ser enorme. Já estamos programando um esquema de trabalho em 3 turnos para o período, tudo para realizar nosso serviço com agilidade”, conta.

Boa parte das indústrias gráficas da região, cerca de 50 estabelecimentos, está com muitos pedidos para impressão de material publicitário da campanha eleitoral. “O fenômeno sempre se repete no período de eleição. Essa movimenta muito a economia e gera muitos empregos. A maioria das gráficas vai ter que contratar funcionários temporários para dar conta dos pedidos. Outros postos também podem se beneficiar indiretamente, como os de entrega e distribuição”, conta Delano Maciel, gerente de produção de outra gráfica. Ele também espera vendas muito boas.“Não falo só das eleições, mas este ano em especial também tem Copa do Mundo. Tudo isso junto vai nos deixar a pleno vapor o ano inteiro. Ao final desses dois eventos, não posso dizer ao certo, mas a expectativa é de que a receita apurada com os serviços deve render o equivalente a 60 dias de faturamento. É como se o ano tivesse 14 meses”, explica.

“As gráficas locais ganham muito durante as eleições municipais. Já quando o pleito é para governador e deputado só as grandes são beneficiadas”, atesta Raimundo Soares, dono de uma pequena gráfica no centro de Teresina, contando que a novidade deste ano na região é a confecção de boné de papel.Ele conta que por isso teve que inovar nos brindes. Confeccionado em papel-cartão, o mais caro do mercado, ele espera que pelo menos 100 mil bonés circulem na cabeça do eleitorado de Teresina e interior. Para evitar prejuízos, a maioria das gráficas trabalha com sistema de pagamento de 50% no pedido e o restante em no máximo 28 dias. Alguns deles dizem que já houve casos de políticos que perderam as eleições e não honraram as contas. Quando a impressão é realizada no final da campanha, somente mediante pagamento à vista e até mesmo em espécie.