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Atualização tecnológica e produção mais limpa Imprimir E-mail
Ter, 03 de Novembro de 2009 21:02

A indústria gráfica brasileira investiu R$ 1,6 bilhão em 2008, na aquisição de máquinas e equipamentos. É um valor expressivo, em especial se considerarmos que já vem, há mais de duas décadas, destinando expressivo volume de recursos ao aporte tecnológico e atualização dos bens de capital. Mais significativo ainda é o fato de o dispêndio com tais rubricas, no ano passado, ter representado 7% de todo o faturamento bruto do setor. O dado é um dos mais relevantes do “Estudo Setorial da Indústria Gráfica no Brasil”, que acaba de ser lançado pela Abigraf Nacional, entidade representativa da atividade, por meio de parceria com o Sebrae. Demonstra não apenas a preocupação com maior produtividade, menores custos, melhor qualidade dos impressos, agilidade e ampliação do portfólio de serviços, mas também o exercício da responsabilidade socioambiental, na busca da produção limpa. De fato, o chão de fábrica das gráficas é constituído por máquinas cada vez mais modernas e econômicas em termos de tinta, consumo de água e substratos químicos, do mesmo modo que os processos produtivos voltam-se ao tratamento de resíduos, à redução de ruídos e da emissão de gases.

O parque gráfico brasileiro dispõe de 71 mil impressoras, com média próxima a quatro por fábrica. Conta, ainda, com 92 mil máquinas e equipamentos de acabamento e beneficiamento, totalizando mais de 163 mil unidades. Nos últimos três anos, foram adquiridas 21 mil novas impressoras, o que equivale a quase 30% do parque instalado. Quase 40% das máquinas e equipamentos em operação têm menos de cinco anos. O avanço das gráficas brasileiras na direção do conceito da sustentabilidade já havia ficado bastante evidente na primeira edição do Prêmio Abigraf de Responsabilidade Socioambiental, cuja cerimônia de entrega realizou-se em 5 de junho último, Dia Mundial do Meio Ambiente. Os cases inscritos testemunharam que as empresas do setor entenderam a inviabilidade de ignorar o quanto é imprescindível a indústria ambientalmente correta, não apenas pela consciência cívica, como também pela exigência dos clientes e consumidores finais, cada vez mais intolerantes com os transgressores dos princípios da preservação. Os investimentos em tecnologia limpa são muito pertinentes e têm excelente relação custo-benefício para a indústria gráfica e a sociedade, pois a mais importante matéria-prima utilizada pelo setor, o papel, também não agride o ambiente em nosso país. No Brasil, 100 por cento da madeira destinada à produção de papel de imprimir e escrever advêm de florestas cultivadas. Ou seja, não se devastam matas nativas. Ademais, a plantação de árvores sequestra vultosa quantidade de carbono na atmosfera, ao longo do ciclo reprodutivo e de crescimento das plantas.

O inédito “Estudo Setorial da Indústria Gráfica”, trabalho mais completo já feito sobre essa atividade no Brasil, revela a existência de 19.897 empresas, responsáveis pela manutenção de 20.295 unidades fabris, nas quais foram processadas 6,5 milhões de toneladas de papel em 2008. Tal volume corrobora e torna ainda mais evidente o quanto são inexoráveis a produção limpa e a utilização de insumos ecologicamente adequados. Essa indústria também é importante sob o aspecto da inclusão social (outra prioridade no tocante à sustentabilidade), considerando que emprega, formalmente, 276.731 mil trabalhadores e é constituída, em sua maioria, por empresas de micro e pequeno portes. Estas representam 88,7% do número total e foram responsáveis, no ano passado, por 32,2% da mão-de-obra empregada e 21% do faturamento.  

Destoam nessas estatísticas, lamentavelmente, as gráficas estatais, religiosas, de partidos políticos e sindicatos, que não estão sob o guarda-chuva associativo da Abigraf. Portanto, são alheias aos compromissos formais que o setor assumiu com a sociedade brasileira, de contribuir para o crescimento econômico, trabalhando com responsabilidade social, política e ambiental. Ademais, exercem concorrência desleal, um problema mercadológico sério para mais de 22% das empresas ouvidas no estudo. Contudo, essa distorção, uma das consequências da insegurança jurídica nacional, não impedirá o processo de desenvolvimento da atividade, cada vez mais preparada para atender às novas demandas da comunicação e dos produtos impressos. 

*Alfried Karl Plöger é presidente da Abigraf Nacional (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) e vice da Abrasca (Associação Brasileira de Companhias Abertas).

 
PAC receberá um reforço de 6 bilhões para 2010 Imprimir E-mail
Qui, 29 de Outubro de 2009 15:56

Para felicidade da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, considerada pelo presidente Lula a “mãe” do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento recebeu um belo reforço orçamentário ainda para este ano. O montante previsto para o programa no Orçamento Geral da União (OGU), que até setembro estava na casa dos R$ 21,9 bilhões, saltou para R$ 27,9 bilhões em outubro. O aumento de quase R$ 6 bilhões beneficia principalmente o Ministério das Cidades, que tinha dotação para 2009 de R$ 6 bilhões e passa a ter agora R$ 11,2 bilhões, ou seja, R$ 5,2 bilhões a mais. O dinheiro será destinado ao programa "Minha Casa, Minha Vida", que compõe o PAC.

Com isso, o Ministério dos Transportes, carro-chefe dos investimentos do programa, agora é o segundo da Esplanada em termos de montante previsto, atrás das Cidades. A intenção do governo federal com o "Minha Casa, Minha Vida" é viabilizar a construção de 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos, em parceria com estados, municípios e iniciativa privada. Segundo o governo, um total de R$ 34 bilhões serão investidos para impulsionar a economia, gerar empregos e trazer reflexos positivos para toda a sociedade.

 
Supermercados registram alta de vendas em setembro Imprimir E-mail
Ter, 27 de Outubro de 2009 17:50
As vendas do setor supermercadista em setembro de 2009 cresceram 6%, em relação ao mesmo mês de 2008, de acordo com A Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Na comparação com agosto deste ano, houve queda de 4%. Segundo o levantamento, no acumulado dos primeiros nove meses de 2009, o faturamento cresceu 5,37% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados já foram deflacionados pelo IPCA do IBGE. Em valores nominais, as vendas cresceram 10,6%, em relação ao mesmo mês do ano anterior e caíram 3,77% sobre o mês anterior. No acumulado dos nove primeiros meses, a alta é de 10,76%. "O fechamento dos números nesses patamares, somado às boas perspectivas macroeconômicas e de festas de final de ano, favorece a possibilidade de fechar o último trimestre do ano com bons índices vendas. Isso nos deixa otimistas para o final do ano", afirmou o presidente da Abras, Sussumu Honda.
 
Cresce mercado de papel e celulose no país Imprimir E-mail
Sex, 23 de Outubro de 2009 16:12
SÃO PAULO - A Suzano Papel e Celulose encerrou o terceiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 213 milhões, ante prejuízo de R$ 282 milhões observado no mesmo período de 2008. A diferença é explicada, basicamente, pela alta do dólar registrada no terceiro trimestre do ano passado, que acabou elevando o endividamento da companhia em reais.

Na parte operacional, a Suzano obteve receita líquida de R$ 891 milhões entre julho e setembro deste ano, valor 10% inferior àquele observado no terceiro trimestre de 2008. O custo dos produtos vendidos, por sua vez, avançou de R$ 637,5 milhões para R$ 704,8 milhões no mesmo intervalo de comparação.

Com o mercado de celulose já experimentando crescimento em relação a 2008, a companhia vendeu 399 mil toneladas do produto durante o terceiro trimestre, 37,3% a mais do que há um ano. No segmento de papel, no entanto, as vendas caíram 14,3%, para 262 mil toneladas.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações, da sigla em inglês) recuou 41,8%, para 218 milhões. Já a margem Ebitda, relação entre geração de caixa e receita líquida, fechou o trimestre em 24,4%, contra 37,8% registrados há um ano.
 
Cai arrecadação de impostos no Brasil Imprimir E-mail
Qua, 21 de Outubro de 2009 00:58
A arrecadação total de impostos e contribuições federais e de contribuições previdenciárias alcançou R$ 483,636 bilhões nos nove primeiros meses de 2009, em termos nominais. Com a correção pelo IPCA, o montante corresponde a R$ 489,361 bilhões, de acordo com os dados divulgados pela Super Receita. O recolhimento total apresentou redução de 3,12% em termos nominais e diminuição real (com correção pelo IPCA) de 7,83% em relação ao mesmo período de 2008 (R$ 530,912 bilhões, corrigidos).

No acumulado janeiro-setembro, a receita administrada (sem contribuição previdenciária) somou R$ 469,94 bilhões, em termos nominais, e R$ 475,498 bilhões, considerando a correção pelo IPCA. Isso representa uma queda real de 7% em relação aos nove meses iniciais de 2008 (R$ 511,284 bilhões, corrigidos). De acordo com a Receita, a queda na arrecadação reflete, em parte, a piora de índices macroeconômicos, com exceção da massa salarial. Em comparação a 2008, tiveram desaceleração indicadores como os de produção industrial, vendas no varejo e margem de lucro das empresas - todos com influência sobre o recolhimento de impostos. Além disso, as desonerações tributárias aplicadas pelo governo para estimular a economia no ambiente de crise tiveram impacto sobre o declínio da arrecadação. Segundo a Receita, " a redução na arrecadação de janeiro a setembro de 2009 em relação ao mesmo período de 2008, decorrente de desonerações tributárias, foi estimada em cerca de R$ 19,5 bilhões ".

As receitas previdenciárias, por sua vez, ficaram em R$ 139,262 bilhões em termos nominais, ou R$ 140,87 bilhões atualizados pelo IPCA, com elevação real de 4,73% perante os nove primeiros meses do ano passado. As demais receitas (principalmente royalties da extração de petróleo) totalizaram R$ 13,863 bilhões a preços corrigidos, com redução real de 29,4% sobre o período de janeiro a setembro de 2008 (R$ 19,628 bilhões).
 
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