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Produção de papel X Ambiente |
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Qua, 24 de Fevereiro de 2010 13:29 |
São Paulo, abril de 2.006 - O impactos da produção do papel já são bem conhecidos, e tão desastrosos que há anos a Europa tratou de "terceirizar" o setor. É claro, para os países em desenvolvimento, onde a fragilidade das leis ambientais, a carência por postos de trabalho e a necessidade de gerar divisas acenaram, e ainda acenam, com boas-vindas para essa que é uma das mais impactantes indústrias do planeta.
Para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 2 a 3 toneladas de madeira, uma grande quantidade de água (mais do que qualquer outra atividade industrial), e muita energia (está em quinto lugar na lista das que mais consomem energia). O uso de produtos químicos altamente tóxicos na separação e no branqueamento da celulose também representa um sério risco para a saúde humana e para o meio ambiente - comprometendo a qualidade da água, do solo e dos alimentos.
O alto consumo de papel e seus métodos de produção insustentáveis endossam o rol das atividades humanas mais nocivas ao planeta. O consumo mundial cresceu mais de seis vezes desde a metade do século XX, segundo dados do Worldwatch Institute, podendo chegar a mais de 300 kg per capita ao ano em alguns países. E na esteira do consumo, cresce também o volume de lixo, que é outro sério problema em todos os centros urbanos.
Para contornar a situação, algumas saídas têm sido apontadas, como a utilização de madeira de reflorestamento, para frear a derrubada nas poucas áreas remanescentes de matas nativas, a redução do emprego de cloro nos processos de fabricação e a reciclagem do papel. Porém, mesmo com essas medidas, e ao contrário do que as indústrias procuram estampar nos rótulos de seus produtos, ainda estamos muito longe de alcançar uma produção limpa e sustentável.
Deserto verde
Atualmente 100% da produção de papel e celulose no Brasil emprega matéria-prima de áreas de reflorestamento, principalmente de eucalipto (65%) e pinus (31%). Mas nem por isso podemos ficar tranqüilos. Segundo a consultora de meio ambiente do Idec, Lisa Gunn, utilizar madeira de área reflorestada é sempre melhor do que derrubar matas nativas, mas isso não quer dizer que o meio ambiente está protegido. "Quando o reflorestamento é feito nos moldes de uma monocultura em grande extensão de terras, não é sustentável porque causa impactos sociais e ambientais, como pouca oferta de empregos e perda de biodiversidade."
De acordo com algumas pesquisas científicas, a monocultura do eucalipto, por exemplo, consome tanta água que pode afetar significativamente os recursos hídricos. Segundo Daniela Meirelles Dias de Carvalho, geógrafa e técnica da Fase, uma organização não-governamental que atua na área sócio-ambiental, só no norte do Espírito Santo já secaram mais de 130 córregos depois que o eucalipto foi introduzido no estado.
Ainda segundo Daniela, a indústria de celulose chegou ao Espírito Santo na década de 1960, quando se iniciou um rápido processo de devastação da Mata Atlântica e expulsão de comunidades rurais. "A empresa Aracruz Celulose invadiu áreas indígenas em processo de demarcação e expulsou índios tupiniquins e guaranis de 40 aldeias. No norte do estado, a empresa ocupou terras quilombolas, expulsando cerca de 10 mil famílias", afirma.
De acordo com a Fase, atualmente restam apenas seis aldeias indígenas, que reivindicam 10.500 hectares indevidamente apropriados pela empresa, e 1.500 famílias quilombolas. "Junto com pequenos agricultores, essas comunidades, mesmo tendo resistido a pressões e permanecido em suas terras, sofreram perdas enormes e hoje vivem ilhadas entre eucaliptos, sujeitas às freqüentes aplicações de agrotóxicos", diz Daniela.
Depois da Aracruz, vieram outras empresas para a região, como a Suzano e a Bahia Sul, que, segundo a geógrafa, ocupam as terras mais agricultáveis e áreas que deveriam ser de conservação permanente. "Tudo com a conivência dos governos, que atuam como facilitadores liberando plantios, autorizando o desvio de rios (como o Rio Doce) para abastecer a fábrica e liberando recursos via BNDES para os programas de expansão das empresas", critica a geógrafa.
A boa notícia é que a mobilização social na região vem crescendo e já obteve vitórias significativas. Atualmente já são mais de 100 ONGs integrantes do movimento Rede Alerta contra o Deserto Verde, como é denominada a monocultura do eucalipto. Uma importante vitória foi ter conseguido impedir que a Aracruz obtivesse o selo FSC (do Conselho de Manejo Florestal). Para obter a certificação, a empresa precisa do aval das comunidades do entorno. "Mas, se depender de nós, jamais vai conseguir", garante Daniela.
Fonte de pesquisa: IDEC |
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Reciclagem e indústria gráfica |
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Qui, 18 de Fevereiro de 2010 18:18 |
Ao solicitar um orçamento para serviços gráficos, as empresas procuram, cada vez mais, as gráficas que ofereçam matéria prima reciclada. A ordem é colaborar com o meio ambiente em todas as frentes. A Gráfica Riomar, pensando em atender também este filão de mercado, investe diariamente no atendimento especializado em produtos impressos de papel reciclado. São Cartões, notas fiscais, embalagens e muito mais. Entretanto, há momentos em que o papel reciclado não é a solução para todos os problemas. Se em nosso planeta ainda há muito o que fazer para proteger as florestas e acabar com o desmatamento ilegal, por outro lado, existem fabricantes de papel que obedecem as leis e, mais ainda, colaboram para o crescimento das florestas em todo o planeta. Se você tem dúvidas, confira abaixo, os “mitos e as verdades sobre a reciclagem de papel”
A reciclagem de papel para impressão é economicamente viável?
Sim. Apesar de normalmente um pouco mais caro, trata-se de um material com valor agregado, por seu aspecto social e ambiental.
Porque o papel reciclado é mais caro?
A coleta seletiva no Brasil ainda é relativamente pequena, o que gera um custo alto para coletar e selecionar.
Outro motivo é a falta de concorrência no mercado.
(revisão de dezembro 2007: os preços atualmente praticamente se equiparam)
Quantos papéis precisam ser reciclados para evitar que se derrubem árvores?
Cada 50 quilos de papel usado transformado em papel novo evita que uma árvore seja cortada.
Reciclagem de papel gera poluição?
O processo de reciclagem consiste em uma operação que também gera poluição, pois utiliza energia, água e insumos químicos.
A poluição gerada pela reciclagem é menor do que a gerada pela produção normal do papel?
É menor, mas considere que florestas plantadas utilizadas na produção de papel absorvem em seu crescimento mais dióxido de carbono, um dos principais contribuintes para o efeito estufa.
A qualidade do papel reciclado é igual ao do comum?
Depende do produto ao qual o papel reciclado está sendo destinado ou comparado. Se for um papel para imprimir ou escrever, o papel reciclado tem qualidade inferior ao de um não reciclado.
Essa deficiência normalmente é compensada pela beleza do papel reciclado para impressão e pelo seu apelo social.
Qual a vantagem do papel reciclado?
A grande virtude da reciclagem é aproveitar materiais que seriam descartados.
Existe uma maneira de deixar o papel reciclado branco como os outros?
Sim. Existem tratamentos utilizados para alvejar papéis que deixariam o reciclado tão branco quanto o comum, mas isso implica em usar produtos químicos que aumentariam a poluição.
Quais são as principais aplicações do papel reciclado?
Principalmente para embalagens;
para fins sanitários;
imprimir-escrever;
artesanato.
Quais tipos de papéis são recicláveis?
Jornal
Papel de impressoras
Saco de Papel
Papel de Escritório
Revista
Impressos em geral
Papel Branco
Papel Misto
Papelão
Embalagem Longa Vida
Quais tipos de papéis não são recicláveis?
Papel Engordurado
Carbono
Celofane (é um papel biodegradável)
Papel Plastificado
Papel Parafinado (fax)
Papel Metalizado
Papel Laminado
Papel Toalha e Higiênico
Guardanapo com Comida
Papel Vegetal
Papel Siliconizado
Porque alguns tipos de papéis não são recicláveis?
Papéis impregnados, papel carbono, papéis revestidos com parafina ou plastificados, se tratados em conjunto com outros acabam trazendo problemas no processo de reciclagem e, conseqüentemente, na qualidade do produto obtido.
Quantas vezes o papel pode ser reciclado?
O mesmo papel pode ser reciclado entre 7 a 10 vezes. O papel é formado essencialmente por fibras celulósicas e estas vão se degradando a cada reciclagem.
Quais as principais fontes geradoras de papel para reciclagem?
Principalmente de atividades comerciais e industriais - escritórios, lojas e supermercados;
residências, instituições e escolas;
o restante viriam de outras fontes.
Como faço para reciclar os papéis da minha empresa?
Reciclagem é um processo industrial. Você deve destinar os papéis para serem reciclados.
Viabilize um sistema interno de coleta do papel em sua empresa e encaminhe o material recolhido para os compradores de aparas.
Posso ganhar dinheiro encaminhando os papéis usados do meu escritório?
Recicladores se interessam por toneladas. Tente coletar os papéis de todos os escritórios de um edifício. Você pode vender diretamente para um sucateiro, mas o valor é baixo.
A reciclagem caseira ajuda a preservar o meio ambiente?
A quantidade reciclada é muito pequena. A produção de papel manual a partir de aparas deve ser vista como uma atividade artística ou social. Por outro lado, o papel artesanal ajuda a disseminar a cultura da reciclagem.
Sob o ponto de vista ambiental, as unidades de fabricação de papel artesanal devem descartar corretamente seus rejeitos para não produzirem materiais poluentes.
É possível substituir todo o papel usado para embalagens e fins sanitários por papel reciclado?
Não é possível porque a fibra celulósica vai perdendo sua resistência com a reciclagem.
As espécies de árvores utilizadas na fabricação do papel são as mesmas utilizadas para outros fins?
As árvores utilizadas para fabricação de papel são de florestas plantadas especificamente para este fim. No Brasil, utiliza-se principalmente o eucalipto e o pinus para fabricação de papel.
fontes de referência:
Instituto de Pesquisas Tecnológicas - www.ipt.br
Ajuda Brasil - www.ajudabrasil.org
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7 de Fevereiro, dia do Gráfico |
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Ter, 09 de Fevereiro de 2010 18:03 |
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O gráfico é responsável pela tipografia e artes gráficas de impressões como jornais, revistas, panfletos entre outros. Há 11 séculos atrás, no Oriente, o feito "inventor da tipografia" é atribuído a Pi Cheng, um alquimista chinês que descobriu os tipos móveis de cerâmica.
E antes de Pi Cheng, os chineses que viveram na Dinastia Tang, entre os anos de 617 e 907, já usavam tipos móveis de madeira para imprimir textos budistas e calendários. Também o papel propriamente dito, surgiu na China, na província de Hunan, por seu inventor T'sai Lun. Os processos de sua fabricação desenvolveram-se lentamente, assim como a divulgação desta técnica pelo mundo, aparecendo na Europa apenas 10 séculos após sua invenção. Mas foi atribuído oficialmente a Gutenberg o feito "criador da tipografia" em 1455, ele foi o aperfeiçoador dos processos de impressão e ficou bastante conhecido ao reproduzir a Bíblia.
200º ANIVERSÁRIO DA INDÚSTRIA GRÁFICA DO BRASIL
Em 2008 se cumprem oficialmente 200 anos do nascimento da indústria gráfica no Brasil, com a chegada ao país da primeira impressora e demais elementos pra imprimir procedentes de Portugal. No Brasil, até a chegada da Família Real em 1808, a impressão era proibida. Apesar disso, Antônio Isidoro da Fonseca conseguiu imprimir pelo menos 3 publicações antes de sua oficina ser fechada e seus prelos e tipos serem confiscados por ordem do Rei de Portugal. Antônio Isidoro da Fonseca foi o primeiro impressor brasileiro, estabelecido no Rio de Janeiro em 1747.
"Os olhos de um mestre trabalham mais que suas mãos";
Benjamin Franklin
Parabéns aos profissionais gráficos de todo o Brasil! |
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Juros para pessoa física são os mais baixos da história |
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Sex, 22 de Janeiro de 2010 03:09 |
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A Secretaria da Fazenda de São Paulo estendeu de 22 a 26 de janeiro o prazo para o pagamento do IPVA 2010 também para proprietários de veículos com placa final 4. O governo estadual decidiu ampliar os vencimentos após reclamação de diversos contribuintes, que não conseguiram pagar o imposto devido à instabilidade no sistema, gerada pelo excesso de operações.
Os juros de empréstimos para pessoa física encerraram 2009 com a menor taxa da história, em 42,7% ao ano. Segundo o banco central, trata-se do menor nível desde 1994. Os juros do cheque especial registraram no ano passado o menor indicador desde maio de 2008: 159,1%.
O emprego na indústria de transformação do país cresceu 0,8% em novembro em relação a outubro, aponta pesquisa da confederação nacional do setor. É a maior expansão desde março de 2004 e o quarto mês seguido de alta.
O ministro da fazenda, Guido Mantega, revelou nesta quinta-feira que o governo trabalha com uma projeção de 5,2% para o crescimento da economia brasileira neste ano. |
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Previdência Social registra déficit |
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Ter, 19 de Janeiro de 2010 19:00 |
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A previdência social registrou déficit de 43 bilhões 614 milhões de reais em 2009, um aumento de 12,65% em relação ao ano anterior. O resultado é o pior desde 2007. No ano passado, a arrecadação somou 184 bilhões 570 milhões. Já as despesas com benefícios ficaram em pouco mais de 228 bilhões.
A demanda das empresas por crédito caiu 4,4% em 2009, na comparação com o ano anterior. É o que mostra levantamento da Serasa. O declínio foi mais forte no primeiro semestre. O recuo chegou a 6,7% em relação ao mesmo período de 2008.
A Receita Federal liberou a consulta ao lote residual do imposto de renda pessoa física 2007, ano-base 2006. Terão direito à restituição quase cinco mil contribuintes. O valor estará disponível para saque a partir de 26 de janeiro, e terá correção de 29,63%, correspondente à variação da taxa Selic. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a o site receita.gov.br ou ligar para 146.
No mercado financeiro, o dólar comercial fechou em alta de 0,28%, cotado a 1 real e 77 centavos para a venda. O euro terminou em queda de 0,60%, vendido a 2 reais e 53 centavos. A bolsa de valores de São Paulo registrou valorização de 0,73%, aos 69 mil 908 pontos. |
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